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Movimento é a primeira linguagem da infância.

  • Foto do escritor: Brincare
    Brincare
  • 8 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Antes de falar, a criança já se comunica, aprende e se conecta com o mundo… pelo corpo. Entenda por que ignorar isso nas práticas educativas é um erro que custa caro ao desenvolvimento.

Na infância, o corpo é o primeiro instrumento de aprendizagem. É por meio dele que a criança sente, explora, interage, descobre o mundo e a si mesma. Antes mesmo de compreender o significado de uma palavra, ela experimenta. Antes de desenvolver o pensamento lógico, ela se movimenta. O corpo, na infância, é linguagem, expressão e cognição em movimento.


Por isso, ignorar os movimentos corporais nas práticas educativas é desconsiderar as bases do desenvolvimento infantil.


As experiências sensório-motoras — como rolar, pular, manipular objetos, engatinhar e explorar o ambiente — são essenciais para a formação do cérebro. Estudos mostram que crianças que vivenciam atividades motoras regulares e intencionais apresentam maior ativação das áreas responsáveis pela memória, atenção e funções executivas (Krog, 2015). Além disso, a Organização Mundial da Saúde recomenda, já na primeira infância, pelo menos 180 minutos de atividades físicas por dia, em diferentes intensidades, para garantir o desenvolvimento saudável.


Esses estímulos não promovem apenas o crescimento físico — eles estruturam o pensamento, a linguagem, o equilíbrio emocional e a capacidade de aprendizado. Crianças que se movimentam de forma ativa e diversificada dormem melhor, são menos irritadiças, desenvolvem mais autonomia e mostram melhor desempenho escolar.


O corpo é, portanto, a base do desenvolvimento motor, cognitivo, afetivo e social. Quando essa dimensão é negligenciada, empobrecemos a infância e limitamos drasticamente o potencial de aprendizagem.


É por isso que, na Brincare, acreditamos no movimento com intenção. Criamos ambientes seguros e afetivos, onde cada proposta é planejada com base nos marcos do desenvolvimento infantil. Aqui, o corpo tem espaço, tem liberdade e tem propósito. Porque a infância precisa de chão, de desafios e de experiências reais para florescer.

 
 
 

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